quarta-feira, 8 de maio de 2013

Do Blog do Prof. Roberto Moraes: Novas informações sobre paralisações/demissões no Açu



Empresas subcontratadas da Acciona estão impedidas de entrar no estaleiro da OSX. Muitas estariam sem receber e com equipamentos presos dentro do canteiro de obras, sem autorização para retirada dos mesmos;

Todas as portarias do empreendimento estão barrando os funcionários da empresa espanhola Acciona;

As informações dão conta que as demissões na empresa especializada em montagens industriais, ICEC, só ontem, chegaram a 150 funcionários e que o alojamento da mesma em Água Preta, já estaria praticamente vazio, assim como o alojamento da Acciona no Açu;

O caso da ICEC está ligado também a atrasos de salários que tem a promessa de quitação até sexta-feira;

Outra nova informação que chegou ao blog é que o estaleiro OSX pretendia que a empresa espanhola Acciona tocasse a obra, por conta própria, até que a OSX pudesse pagar mais adiante, ou mesmo dar participação acionária à empresa. A Acciona não teria aceitado esta proposta. O fato chegou a ser comentado com funcionários na reunião feita nesta manhã com funcionários da Acciona que moram em Campos e que ocorreu no campo do Goytacaz, conforme noticiado pelo site de Notícias Ururau;

Há preocupações entre os trabalhadores, mesmo com a intermediação do Sindicato de Trabalhadores da Construção Civil, com o recesso remunerado para os trabalhadores aguardarem a posição sobre a continuidade dos seus contratos. Além da preocupação com a manutenção do emprego, eles estão reclamando da redução dos salários, por conta da suspensão das horas-extras;

Fornecedores locais têm estão insatisfeitos com a Acciona e a ICEC;

As obras no dique/cais no canal TX-2, em frente às construções da empresa Thecnip, que servirão para atracação dos navios e/ou rebocadores estão totalmente paradas, pois, também eram desenvolvidas pela Acciona.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Acciona suspende contrato de prestação de serviços no Porto do Açu


Vagner Basilio


Trabalhadores estão sendo orientados a esperar por novas informações

A empresa Acciona Infraestruturas informou, na manhã desta terça-feira (07/05), a suspensão temporária do contrato de prestação de serviços, firmado com a OSX Construções Navais S/A. 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário do Estado do Rio de Janeiro (Sticoncimo-RJ), José Eulálio, a empresa estaria demitindo parte dos funcionários por conta da baixa nos serviços da OSX, que anunciou 80 demissões em abril e no início do mês voltou a anunciar um número, desta vez indefinido de dispensas. Para Eulálio, a movimentação da empresa de Eike estaria afetando não somente a Acciona, mas também suas quatro subcontratadas.


“Agora afetou a Acciona e as subcontratadas, quatro subcontratadas. Os demais canteiros que ela toma conta vão continuar, ela tem 2400 trabalhadores, desses, são 230 dispensados diretos e 1600 vão ficar em stand-by, recebendo. Os outros vão continuar trabalhando normalmente”, revelou Eulálio.

A assessoria da Acciona, no entanto, revelou através de e-mail que estaria verificando o número de funcionários que estariam em stand by, mas afirmou categoricamente que as 203, e não 230, demissões teriam ocorrido de maneira voluntária, não tendo nenhuma relação com a paralisação de atividades.

NOTA DA ACCIONA

Na data de ontem (06/05), a Acciona se viu na obrigação de comunicar a suspensão temporária do contrato de prestação de serviços firmado com a OSX Construção Naval SA, em consequência da redução substancial do escopo da obra, conforme comunicado pelo cliente.

A Acciona adotou essa medida de forma cautelar e provisória, com o objetivo de minimizar os impactos sobre seus empregados e fornecedores. Esta situação deverá às partes, dentro do marco contratual que os une e do princípio de boa fé, definir uma forma de continuidade do projeto.

ESCLARECIMENTOS AOS FUNCIONÁRIOS

A empresa notificou aos funcionários e convocou uma assembleia a ser realizada nesta quarta-feira (08/05), das 8h às12h, no campo do Goytacaz Futebol Clube, localizado à Rua dos Goytacazes, 331, no Centro.


O trabalhador deverá portar o crachá e documento de identidade (RG), para receber um boletim justificativo de assistência, necessário para que o pagamento seja realizado com normalidade.

OSX demite centenas de funcionários

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário calcula em cerca de 400 o número de trabalhadores dispensados nos últimos dois meses

Mônica Ciarelli, do


Sergio Moraes/Reuters
Em nota, a OSX confirma "ajustes" no quadro de funcionários, mas, não revela o total das demissões


Rio de Janeiro - A crise no Grupo X já resultou na demissão de centenas de funcionários da OSX, empresa de construção naval do empresário Eike Batista.

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário no Estado do Rio de Janeiro (Sticoncimo-RJ) calcula em cerca de 400 o número de trabalhadores dispensados nos últimos dois meses. Na semana passada, 150 funcionários teriam sido afastados.

"Ficamos sabendo das demissões, mas, até o momento, a empresa não comunicou ao sindicato", reclamou o presidente da entidade, José Carlos Eulálio.

Em nota, a OSX confirma "ajustes" no quadro de funcionários, mas, não revela o total das demissões. Segundo a companhia, o movimento faz parte de um processo de adequação da equipe à atual carteira de encomendas. De acordo com a assessoria da OSX, o Sticoncimo-RJ não representa os trabalhadores da companhia.

Na semana passada, segundo fontes, a OSX perdeu o contrato de construção no Superporto do Açu de duas sondas de perfuração do pré-sal, num custo aproximado de US$ 1,6 bilhão. Preocupado, o sindicalista revelou que a paralisação das atividades da OSX no porto já afeta outras empresas, como a prestadora de serviços, Acciona.

A empresa informa que "se viu na obrigação de comunicar a suspensão temporária do contrato de prestação de serviços com a OSX em consequência da redução substancial do escopo da obra". Em nota, a Acciona revela ter optado por essa saída para minimizar os impactos para os funcionários e fornecedores.

Eulálio revela que cerca de 1,6 mil funcionários da Acciona foram colocados em stand by e que outros 250 pediram demissão, por serem de outros Estados. "A Acciona fez tudo correto ao informar o sindicato da decisão de suspender temporariamente as atividades", afirmou.

A OSX argumenta que o Sticoncimo-RJ não reúne os funcionários da companhia, mas, também não informa qual o sindicato responsável.

De acordo com a empresa de construção naval de Eike, é natural que prestadoras de serviços sofram com o ajuste no quadro de funcionários da empresa. "As obras do estaleiro seguem concentradas nas áreas e estruturas necessárias ao desenvolvimento dos projetos em carteira", diz a nota.


sábado, 4 de maio de 2013

Blog do Pedlowski: BTG Pactual liquida ativos de Eike Batista no melhor estilo Samuel Blaustein


Vamos ver agora o que dizem as "Eiketes" locais frente à informação divulgada na coluna do jornalista Lauro Jardim de que o BTG Pactual está liquidando ativos do Grupo EB(X) (em outras palavras está tentando vender tudo) para salvar a holding de Eike Batista.

A nota, apesar de pequena, é também contundente em relação ao outrora tão decantado Porto do Açu: o mesmo é um dos ativos MAIS COMPLICADOS do Grupo EB(X). E para se livrar dele, o BTG Pactual está dando uma de Samuel Blaustein (o personagem imortalizado pelo falecido ator Marcos Plonk) da Escolinha do Professor Raimundo: "fazemos qualquer negócia!".

E não custa nunca lembrar: como ficar as penas às violações das leis ambientais e sociais que decorreram da implantação desse complexo, caso o Porto do Açu seja todo "liquidado". Com a palavra, a justiça!



Ativos em liquidação

Eike: em busca de soluções


O BTG Pactual quer levar o estaleiro cingapurense Fels, hoje em Angra dos Reis, para o Porto do Açu, um dos ativos do grupo EBX mais complicados (para ser concluído) e mais exaltados por Eike Batista.

A propósito, nas conversas que têm tido com algumas empresas sobre o Açu, o BTG oferece duas opções: o porto inteiro ou, se o negócio não interessar, que o investidor instale uma empresa no complexo

O negócio entre a OGX, de Eike Batista, e a Petronas está quase selado. A petroleira malaia pagará 850 milhões de dólares por 40% do campo de Tubarão Martelo. Só que os dólares não entrarão direto no caixa.

Receosa, a Petronas exigiu e levou: o dinheiro fica depositado numa conta-custódia e vai sendo liberado mediante comprovação da produtividade do campo.

Por Lauro Jardim

FONTE: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/ativos-de-eike-batista-em-liquidacao/

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Do Blog do Prof. Roberto Moraes: Venda da OSX?

Aumentam os rumores sobre a venda do estaleiro OSX, todo, ou em parte. O assunto pode estar relacionada ao acordo em que a Mendes Junior pretendia montar no Açu, módulos de duas plataformas, que serão construídas no estaleiro de Rio Grande. A Mendes Junior chegou a afirmar que teria desistido de vir para o Açu.

A informação acima é reforçada por outra de trabalhadores que ainda permanecem no estaleiro de que estariam fazendo um grande balanço do que foi ou não construídos, dos equipamentos na área e dos estoques de materiais.

Antes de publicar esta nota o blog checou a informação com a Assessoria de informação da OSX na última quarta-feira. A resposta veio da Assessoria foi dada ontem.

"Caro Roberto, bom dia,
Segue resposta da OSX para a demanda enviada ontem para a assessoria de imprensa da companhia.

A OSX não comenta rumores de mercado e informa que atualmente possui parceria com a Mendes Júnior Trading e Engenharia S/A, através de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), para integração e construção de 2 FPSOs replicantes para a Petrobras no estaleiro da companhia.

Atenciosamente,
Assessoria de Imprensa OSX."

Acervo do blog - Imagem aérea 18-03-2013 - Obras no TX-2/Estaleiro


É compreensível que uma empresa que negocia ações na Bolsa de Valores não possa antecipar informações antes de anúncios oficiais. Porém, a informação sobre a manutenção da parceria com a empresa mineira Mendes Junior acena para possibilidades que merecem ser acompanhadas e conferidas.

As novas informações sobre demissões divulgadas ontem aqui pelo blog e confirmadas hoje nas notas abaixo demonstram claramente que a instalação do estaleiro da OSX no Açu foram praticamente interrompidas.

Os deligamentos de funcionários também nos escritórios da OSX no Rio de Janeiro da OSX confirmam este encaminhamento e permite avaliar que o grupo EBX, junto do banco BTG Pactual que financia e assessora o grupo nas articulações de negócios e de finanças, esteja, neste momento, fazendo levantamento (balanço) de gastos e andamento das obras para avaliar possibilidades de negócio, sendo a Mendes Junior, uma das principais possibilidades.

OSX demite mais funcionários que trabalhavam no Porto do Açu, em SJB


Vagner Basilio/Ururau

Segundo assessoria, ainda não se tem um número oficial de demitidos

Funcionários da OSX, empresa do Grupo EBX, que trabalhavam na construção do Superporto do Açu, no município de São João da Barra, foram demitidos na manhã desta sexta-feira (03/05). Em matéria publicada pelo Site Ururau, no último dia 14 de abril, foram confirmadas outras 80 demissões.

Em nota enviada pela assessorria de impressa, ainda não se tem o número oficial de demissões. A OSX informa que os ajustes que estão sendo realizados no quadro de funcionários da companhia fazem parte de um processo de adequação da equipe à sua atual carteira de encomendas, que conta com unidades contratadas pela OGX, Petrobras, Sapura e Kingfish. 



Este processo visa uma adaptação ao atual cenário do mercado no País neste ano. Com um ajuste da equipe de colaboradores do estaleiro, é natural que serviços de apoio também sofram adequações, o mesmo ocorrendo com serviços terceirizados. As obras do estaleiro seguem concentradas nas áreas e estruturas necessárias ao desenvolvimento dos projetos em carteira. 

Segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil, José Eulálio, até o início da tarde, o órgão ainda não havia sido comunicado sobre as demissões.


INVESTIMENTOS EM QUEDA

O empresário Eike Batista, que figurou por diversas vezes no topo do ranking da revista Forbes e ano passado caiu para a sétima posição, com uma fortuna avaliada em US$ 30 bilhões, despencou 93 posições, de acordo com a última publicação, reduzindo seu patrimônio ao valor estimado de US$ 10,3 bilhões. De acordo com a revista Época Negócios, as perdas de eike se devem especialmente à queda no preço das ações de suas empresas da holding EBX.

Indicado como símbolo de prosperidade e empreendedorismo, vem assistindo à queda das ações de suas empresas na bolsa de valores e a desistência dos parceiros estrangeiros, iniciada em 2012, quando alegando falta de infraestrutura como ferrovia e terminais portuários a siderúrgica chinesa Wuhan Iron and Steel Corporation (Wisco), desistiu da parceria com a MMX.

No dia 12 de abril em ocasião da inauguração da Fábrica de Sucos do Grupo Arbor, e, Campos, o governador Sérgio Cabral também falou sobre as dificuldades que o empresário brasileiro vem enfrentado e a força conjunta das diversas esferas que devem amparar o empreendimento.

“Temos que dar todo apoio ao empresário Eike Batista, um empreendedor corajoso. Quem for ao Açu pode até achar que é obra de governo e não do setor privado. Infelizmente no Brasil às vezes temos a mania de em alguns setores punir o empreendedor. O Eike merece todo nosso apoio, da Petrobras, do Governo Federal, do Estado, de todas as Prefeituras, porque o que ele está fazendo poderia ser muito mais fácil vender, se acomodar e ir embora. É para tirar o chapéu e apoiá-lo”.



quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dinheiro coletivo e fortuna individual





Por Lúcio Flávio Pinto | Cartas da Amazônia

No auge da sua valorização, as empresas do grupo X, de Eike Batista, valiam 101 bilhões de reais. Hoje, valem R$ 14,7 bilhões. Que conglomerado empresarial no mundo resiste a uma perda de valor de quase 85% em três anos?

Nesse período, quase R$ 90 bilhões viraram pó, fumaça, cinza, pó, vento. Ainda assim, continua inflacionado artificialmente o valor real da corporação daquele que, no ápice desse crescimento, era o homem mais rico do Brasil e oitavo bilionário do mundo, com pretensões a ser o primeiro em mais dois anos.

É espantoso como esse “caso” não atrai o interesse em profundidade que merece, permanecendo na superficialidade do dito show-biz. É um retrato do Brasil dos nossos dias. Eike é o maior– mas não o único – dos aventureiros de mercado. Cheios de inteligência e argúcia, impetuosidade e falta de escrúpulos, voracidade sem qualquer freio ético ou moral, informações privilegiadas e elos secretos com quem pode produzi-las.

Por seus próprios meios, esses barões não teriam ido tão longe se, no início da sua caminhada, não tivessem participado, em posição vantajosa, do programa de desestatização. A venda de ativos do governo à distância de um efetivo controle da sociedade foi uma realização nociva do governo Fernando Henrique Cardoso.

FHC a herdou da administração Collor, que apenas abriu o caminho, com a desenvoltura que então poucos puderam perceber. Sob o tucanato, a venda do patrimônio público foi ampliada, multiplicada e levada ao extremo da irresponsabilidade, conforme admitido por um dos seus protagonistas.

O efeito multiplicador exponencial, porém, funcionaria a partir de 2003, com Lula e seus agentes aloprados (mas tão vivos, inteligentes e inescrupulosos quanto seus parceiros de negócios do outro lado do balcão estatal). Todas as amarras do controle externo foram liberadas graças aos programas de transferência de renda e de inclusão social.

Esses programas foram iniciados sob o império de FHC, mas mantidos em nível discreto pela idiossincrasia tucana pelo povo, cujo cheiro não recomendava a essas aves de bela plumagem maior aproximação.

Lula é povo e seus cônsules petistas dispunham (e ainda dispõem, já que permanecem com Dilma no poder) de ferramentas para seduzir, convencer e amortecer a grande clientela nacional. Um tanto de programas com um naco de recursos foi o bastante para engordar paquidermicamente a classe médiamade by PT, desde que seus integrantes se acomodem na faixa de rendimentos de até dois salários mínimos. Nada além de 700 dólares, o que, nos Estados Unidos e outros países de renda próxima, jamais poderia ser traduzido por classe média.

Para os ricos, as tetas cada vez mais gordas e úberes do Banco Nacional do Desenvolvimento e Social. Nunca, na sua história, parafraseando Lula, agora com plena propriedade, o banco fez tantos milionários e bilionários. Não é a toa que seu ativo supera o do Banco Mundial, algo simplesmente inimaginável pouco tempo atrás.

Como a receita própria do BNDES e suas fontes de recursos tradicionais não lhe permitem dar conta de tanta demanda, o tesouro nacional afrouxou os controles e sangrou as burras do erário para fomentar o incremento desejado.

A contabilidade foi devidamente maquilada para esconder as manobras com os números, embora, como seria de se esperar, não escaparam ao olhar clínico dos auditores (que provocaram a elevação do custo do dinheiro que o BNDES for buscar no mercado internacional).

Nem Juscelino Kubitscheck, em seus arroubos de meio século de desenvolvimento em cinco anos de mandato como presidente da república, nem Roberto Campos, o ideólogo do modelo anterior, de pronto-socorro estatal para famintos ESC (Empresários Sem-Capital), sequer sonharam com tanto nos seus maiores momentos de delírio.

Dos R$ 14,7 bilhões que subsistem como matéria sonante no capital das empresas de Eike Batista, R$ 10 bilhões são do BNDES, com a participação coadjuvante da Caixa com 10% desse valor. O quadro é alarmante. Num país sério, dotado de Banco Central para valer, teria resultado em liquidação extrajudicial ou, fora do âmbito jurisdicional específico, seria um caso de polícia, como reage o banco de fomento?

O BNDES, que parecia menos preocupado com o destino do dinheiro que jogou nas letras do bilionário virtual do que em continuar a pintar o cenário de cor de rosa das multinacionais brasileiras, não conseguiu mais manter as aparências.

O Estado de S. Paulo, na sua edição do dia 22 do mês passado, anunciou que o BNDES decidiu abandonar a política de criação das tais multinacionais brasileiras. O presidente do banco, Luciano Coutinho, admitiu, em entrevista exclusiva ao jornal, que o número de setores com potencial de desenvolver líderes globais é “limitado” e que essa agenda foi concluída. Insistiu em que essa política tinha “méritos” e chegou “até onde podia ir”, porque o número de setores em que o Brasil tem potencial para projetar empresas líderes é “limitado”.

Os segmentos com maior potencial eram a petroquímica, celulose, frigoríficos, siderurgia, suco de laranja e cimento. “Não enxergo outros com o mesmo potencial”, frisou.

O favorecimento a empresas dessas áreas (as “campeãs nacionais”, na classificação da imprensa) começou há seis anos, no governo Lula, quando Coutinho já ocupava o cargo de presidente do BNDES. Com empréstimos em condições generosas e compras de participação, o banco injetou quase R$ 18 bilhões nos frigoríficos JBS e Marfrig, na Lácteos Brasil, na Oi e na Fibria.

Ao fazer um levantamento, o jornal constatou que algumas dessas empresas estão em situação financeira delicada, como a Lácteos que pediu recuperação judicial, e o Marfrig. Elas serão reanimadas no pronto socorro estatal ou baixarão à sepultura em breve, se tiverem que passar a caminhar com as próprias pernas?

De olho no próprio bolso, o contribuinte brasileiro devia prestar mais atenção a essa novela. É muito mais apimentada do que as da televisão. Com um acréscimo próprio: o da interatividade negativa para o tesouro nacional.


Porto do Açu: O fim da eikelândia!


Todos nós sabemos que a cada publicação dos blogs independentes, e de outras plataformas de mídia alternativa, o pessoal das redaçõe$ se agita, afinal, vão poder subir "a tabela" para bajular o senhor X.

Só que todas as publicações corporativas começam a fazer as contas, e nem o dinheiro supre mais a lacuna da credibilidade, onde estes acordos começam a ficar evidentes até para o mais desavisado leitor.

Só alguns urubus da planície, que chafurdam no jornalixão, continuam a comer as migalhas que caem da mesa onde o banquete já foi servido há muito!

E quem vem para salvar a eikelândia? O Estado! Através da Petrobras, a empresa mais atacada e questionada pela mídia porcalista, agora é a tábua de salvação!

Logo esta mídia que serve aos interesses daqueles que sempre tentaram passar este enorme patrimônio nacional nos "cobres".

Não que estas disputas político-ideológicas possam interferir caso a empresa tome a decisão de encampar a cagada feita pelo ex-super-mega-empresário, hoje, a personificação do fracasso.

Mas é engraçado ver este pessoal de contorcendo: de um lado, a mídia dando pulos para justificar a aposta errada, e desancando aquilo que endeusava, deixando à mostra seu caráter (ou falta de). De outro, o fracassado reclamando justamente da mídia que o alçou ao Olimpo por alguns tostões.

É um jogo onde cada um sabe o papel e o desfecho, mas fingem para o público que nada sabiam, e que esperavam um outro final.

Se eu fosse o senhor X colocaria as barbas de molho. Só falta um escândalo para o desfecho.

Ou quem sabe, uma reviravolta e um ataque ao "bebê thor", no caso onde destroçou um ciclista a 100 km por hora( de acordo com o laudo "refeito" por ordem do juiz)?

Legal mesmo é o silêncio dos trolls que foram contratados pera infestar os blogs com a puxação de saco à soldo!

Mais demissões no Superporto do Açu, em São João da Barra

Por Leonardo Ferreira 

O Superporto do Açu, investimento do empresário Eike Batista que é construído em São João da Barra, segue com demissões de vários funcionários. A informação foi passada a InterTv, afiliada Rede Globo, por dois trabalhadores de uma indústria que trabalham na construção do estaleiro e foi confirmada pela assessoria da OSX, empresa do grupo que é responsável pela obra. Há algumas semanas o Portalozk.com vem noticiando demissões naquele ambiente.

Segundo informações passadas pelos funcionários, que não quiseram se identificar por medo de represálias, mais de 100 trabalhadores foram dispensados da obra do estaleiro. Além disso, a empresa terceirizada que cuida dessa área teria recebido uma ordem da OSX para demitir 60% dos 300 funcionários que trabalham atualmente no estaleiro.

A preocupação de quem presta serviços no Superporto é ainda maior pelo prazo, já que segundo os próprios funcionários, mais uma remessa de trabalhadores seria desligada nesta quinta-feira (02).

“Tem muita gente que saiu de suas cidades e veio de longe pensando em ser uma boa proposta de serviço e isso não aconteceu. A chefia passou em vários setores e disse que ia ter corte no número de funcionários. Falaram que eles precisariam ter essas reduções porque o porto estaria passando por uma má fase. Se o funcionário tem problema de saúde, ele sofre com essa situação. Todo mundo ficou abalado, muitas pessoas saíram de longe e fizeram dívidas por aqui”,disse um funcionário que não se identificou.

Outro funcionário, que trabalha na mesma empresa terceirizada que constrói o estaleiro, comentou que o clima entre os trabalhadores é de muita apreensão.

“Tem vezes que a gente para o trabalho para pensar no que está acontecendo e o clima é de nervosismo e ansiedade. A gente está trabalhando, mas não consegue nem fazer as coisas direito. Ninguém chega abertamente para falar como está a situação, mas o que sei é que muita gente está sendo dispensada. Uma sala que tinha 49 engenheiros agora só tem 04”, contou outro funcionário.

Questionada sobre as supostas demissões que aconteceram no Porto do Açu e sobre os cortes que podem voltar a acontecer a partir desta quinta-feira (02), a OSX enviou uma nota sobre o assunto.

“A OSX esclarece que o desligamento de colaboradores faz parte de um processo de adequação da equipe da empresa à sua atual carteira de encomendas, que conta com unidades contratadas pela OGX, Petrobras, Sapura e Kingfish. Este processo visa uma adaptação ao atual cenário do mercado no país neste ano. Com um ajuste da equipe de colaboradores do estaleiro, é natural que serviços de apoio também sofram adequações, o mesmo ocorrendo com serviços terceirizados. As obras do estaleiro seguem concentradas nas áreas e estruturas necessárias ao desenvolvimento dos projetos em carteira”,disse a íntegra da nota.

Sobre uma suposta crise financeira, a OSX não comentou.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Novas demissões nas obras do estaleiro da OSX: no total mais de 300 desligamentos



Hoje a ARG demitiu hoje 90 funcionários. Na última sexta-feira a ICEC demitiu 100 funcionários. Com estas demissões está claro que a OSX decidiu reduzir não apenas seu efetivo direto, mas, também empresas que atuam nas obras do estaleiro que ficarão quase paralisadas.

Há informações sobre desligamento na empresas espanhola Acciona, mas, como o seu trabalho é nas obras do porto de dique do TX-2 é possível que sua redução seja menor, porque também, segundo informações ela poderia desviar pessoas para as obras do terminal TX-1.

A ARG atuou na construção do porto, terminal TX-1 junto com a Civil Port e foi demandada para aturar na construção de galpões num contrato que chegaria a R$ 200 milhões que deve ter sido suspenso ou imensamente reduzido. Em novembro do ano passado a ARG já havia demitido cerca de 300 trabalhadores, boa parte absorvido pela espanhola Acciona.

A ICEC é uma empresa de engenharia paulista especializada em montagens industriais que tem um alojamento na estrada de acesso ao Açu, próximo da ARG e que está atuando na montagem dos galpões e parte industrial do estaleiro. Na sexta demitiram 100 pessoas e novas demissões poderiam ser feitas esta semana.

No total, desde que a OSX decidiu reduzir ou interromper as obras de instalação do estaleiro no Açu, soma-se mais de 300 demissões.