terça-feira, 19 de março de 2013

Dívidas bilionárias pressionam e obrigam Eike Batista a vender fatia da MPX




A matéria abaixo, produzida pela Bloomberg e repercutida pelo Valor Econômico, demonstra, mais uma vez, a situação difícil em que se encontra o empresário Eike Batista que acumulou empréstimos bilionários como pessoa física para turbinar os seus negócios, dando ações das empresas da franquia "X" como garantia.

O elemento mais crítico dessa situação é o acúmulo de uma dívida de R$ 15,8 bilhões num momento em que o valor das ações das empresas "X" vem uma constante descendente.

Um outro aspecto que a matéria esclarece é sobre a razão da desconfiança dos operadores do mercado em relação às empresas "X". Até agora o principal motivo apontado era a performance abaixo do prometido por Eike em suas midiáticas aparições com ou sem as famosas apresentações de Powerpoint. O aspecto que agora é explicitado é exatamente a questão da capacidade ou não de Eike de honrar suas dívidas com o Itaú Unibanco, Bradesco e o BTG Pactual. Qualquer um que já teve de pagar dificuldades empréstimos bancários sabe a pressão que Eike Batista deve estar sofrendo neste momento. Afinal suas dívidas não são como os consignados que os bancos oferecem a pessoas mortais que não conseguem sobreviver com seus parcos salários de servidores públicos, por exemplo.

Agora, o risco que todos corremos é que vendo Eike Batista em tamanha dificuldade, o BNDES e os fundos de pensão estatais sejam utilizado para ampliar a operação "vamos salvar Eike". 

Em suma, hoje pode ser a MP(X), amanhã sabe-se lá qual "X" será.


Eike pode vender fatia na MPX para elevar garantias de empréstimos

O empresário Eike Batista está perto de vender uma fatia na MPX Energia, pois enfrenta a demanda de credores para elevar a garantia, afirmam pessoas com conhecimento direto sobre o assunto.

Entre os maiores credores de Batista estão o Itaú Unibanco Holding, com cerca de R$ 5,5 bilhões (US$ 2,8 bilhões) em empréstimos, disseram duas fontes, que pediram para não ser identificadas porque o assunto é particular. Batista também tomou empréstimos de R$ 4,8 bilhões do Banco Bradesco e R$ 1,6 bilhão do Grupo BTG Pactual, sem contar uma linha de crédito de US$ 1 bilhão que o BTG concedeu neste mês, afirmam as pessoas. 


Batista, de 56 anos, usou ações das companhias abertas como garantia para empréstimos que ajudaram a construir seu império de commodities e negócios de petróleo, disseram as fontes. As ações da petrolífera OGX caíram 8% em 2012, e Batista tenta reduzir os requerimentos de garantia ao vender ativos para pagar a dívida, segundo pessoas próximas ao assunto.

“Uma grande parte da desconfiança dos investidores advém do fato que Eike pode ser forçado a cobrir as dívidas do grupo”, disse Leonardo Brito, analista do fundo de risco Teórica Investimentos, em entrevista por telefone. “As dúvidas sobre o grupo continuam.”

Prejuízo

A dívida líquida das seis empresas de capital aberto de Batista mais que triplicou em 2012, para R$ 15,8 bilhões combinados, segundo dados da Bloomberg. As companhias registraram um prejuízo de R$ 1,68 bilhão nos primeiros nove meses de 2012, diante da incapacidade de atingir metas e do aumento de custos.

“Projetos de infraestrutura, tais como estão sendo desenvolvidos pelo grupo, são de capital intensivo e exigem, necessariamente, um financiamento de longo prazo”, disse a EBX em nota enviada por e-mail. 

O corte de projeções para o negócio de petróleo de Batista em junho levou à queda de preço das ações das companhias de capital aberto. Com a baixa do valor dos papéis, também diminuiu o valor das garantias. Os bancos pedem mais garantias para manter a exposição às holdings de Batista sob os níveis de tolerância de risco, disseram as pessoas, acrescentando que alguns dos bancos também são obrigados a vender as ações que possuem, contribuindo para as desvalorizações.

(Bloomberg)


segunda-feira, 18 de março de 2013

Grupo de Trabalho de Assuntos Agrários da AGB/RJ lança documento sobre salinização no Açu

O Grupo de Trabalho de Assuntos Agrários da Associação de Geógrafos Brasileiros, seções Niterói e Rio de Janeiro, que já deu uma importante contribuição ao debate em torno da construção do Complexo Industrial-Portuário do Açu (CIPA) ao produzir um relatório técnico que deu sustentação à várias ações judiciais que tramitam no âmbito do Ministério Público Federal (Baixe Aqui!), acaba de dar outra importante contribuição ao debate.

Agora, o Grupo de Trabalho de Assuntos Agrários acaba de produzir um documento que aborda a questão da salinização das águas e dos solos no Açu, muito provavelmente por causa das obras de construção do CIPA. Veja o documento completo abaixo.




domingo, 17 de março de 2013

Porto do Açu: o mar e o sal

Após meses de negativas pelo Grupo EBX e pela Prefeitura Municipal de São João da Barra, a aceitação tácita pelo governo do Rio de Janeiro de que existe um processo de salinização associado à implantação do Porto do Açu é apenas o primeiro passo de uma série de revezes que deverão ocorrer por conta dos desrespeitos que estão sendo cometidos em nome do "desenvolvimento".

O vídeo abaixo foi feito pelo Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para subsidiar atuação da do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA) no caso do processo de salinização das águas e terras do V Distrito de São João da Barra, e que hoje se sabe foi causado pela instalação do Complexo Industrial São João da Barra (Açu) no Norte Fluminense.

Assista e divulgue para apoiar a luta das centenas de famílias pobres que ainda resistem e esperam a justa reparação pelos danos que estão recebendo.


sábado, 16 de março de 2013

Inea faz parceria com a Uenf para ampliar diagnóstico da salinização do solo e águas no Açu

A reunião da reitoria da Uenf aconteceu na manhã desta sexta-feira. Veja abaixo informação produzida pela Ascom da Uenf. A presidente do Inea, Marilene Ramos garantiu ainda a participação de representante da Asprim (Associação dos Produtores Rurais, Imobiliários e Moradores do Açu), assim como a definição de indenizações por conta das perdas sofridas pelos produtores rurais daquela região. O prazo para a Comissão apresentar seu relatório é de 60 (sessenta) dias: 

"Grupo de trabalho deverá fazer diagnóstico das áreas afetadas pela salinização na região do Açu"

"A UENF e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acertaram parceria, na manhã desta sexta-feira, 15/03, para a avaliação dos impactos ambientais de grandes empreendimentos na região, como é o caso do Porto do Açu. De imediato, será formado um grupo de trabalho com pesquisadores da Universidade para fazer um diagnóstico das áreas afetadas pela salinização da água e do solo em São João da Barra.

Reunião na Reitoria acertou cooperação 
(Foto: Alex Azevedo/ASCOM UENF)


A parceria foi acertada em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, na UENF, à qual estiveram presentes representantes da Universidade e do Inea. Ficou decidido que o grupo multidisciplinar de trabalho terá à frente os professores Maria da Glória Alves, do Laboratório de Engenharia Civil (LECIV), e Carlos Eduardo de Rezende, do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da UENF.

Pelo Inea, estiveram presentes a presidente Marilene Ramos; a diretora de Gestão das Águas e Territórios, Rosa Formiga; o superintendente regional, René Justen; e o assessor da diretora de Gestão das Águas e Territórios, Leo Daemon. Pela UENF, participaram o reitor Silvério de Paiva Freitas; o pró-reitor de Extensão, Paulo Nagipe; o diretor da Agência UENF de Inovação, Ronaldo Paranhos; o chefe de Gabinete da Reitoria, Manuel Vazquez Vidal Júnior; e os professores Carlos Eduardo de Rezende, Maria da Glória Alves e Paulo Pedrosa, do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA).

O grupo de trabalho deverá realizar uma pesquisa de campo para definir a real extensão do problema da salinização. Além da análise ambiental (solo e água), deverão ser feitas entrevistas com os produtores.

— Precisamos saber quem de fato foi prejudicado, para que estas pessoas possam ser devidamente ressarcidas. Os empreendimentos são bem-vindos, mas não podem causar danos ambientais. Após este estudo, o Inea vai se posicionar a respeito — disse a presidente, lembrando que o Departamento de Recursos Minerais (DRM) também está atuando em parceria com o órgão."

Apoie a campanha nacional contra a desertificação do Açu!


O problema dos negócios de Eike Batista é mais embaixo


A parceria com o BTG Pactual pode ser um socorro para Eike Batista aliviar as finanças de seu grupo. Mas está longe de resolver os problemas das empresas “X” — o maior deles: encontrar petróleo no fundo do mar

Roberta Paduan e Maria Luiza Filgueiras, de


FABIO MOTTA/Agência Estado
Eike Batista: parceria com o banqueiro André Esteves, do BTG, ajuda, mas não resolve


Rio de Janeiro - O empresário Eike Batista costuma repetir que seus negócios são “à prova de idiotas”. Segundo ele, isso significa que suas empresas — ou projetos de empresas — são desenhados para ter retornos tão polpudos que podem aguentar todo tipo de intempérie.

Em junho passado, em meio ao enorme tombo de suas empresas na bolsa, Eike repetiu a frase a EXAME. A notícia de que sua petroleira vertia apenas um quarto do óleo que ele havia prometido para a época era apenas um percalço, disse. Todas as suas empresas estavam suficientemente financiadas e, mais cedo ou mais tarde, fariam as fortunas prometidas aos investidores.

O acordo fechado no começo do mês entre Eike e o banco BTG Pactual, de André Esteves, sinalizou que o empresário subestimou as intempéries que atingiriam seus negócios. Pelos termos do acordo, o BTG concedeu uma linha de crédito de 1 bilhão de dólares a Eike e assinou com ele um acordo de consultoria financeira para as empresas do grupo. A reação imediata do mercado deu a impressão de que a parceria entre bilionários era a salvação para o grupo de Eike, o EBX.

As ações da petroleira OGX, que haviam caído 84% nos 12 meses anteriores, subiram 16% num dia. As da mineradora MMX, 17%. Mas, passada a euforia inicial, foi impossível não constatar que os desafios enfrentados por Eike e suas empresas são grandes demais para ser resolvidos com um acordo dessa natureza. O maior deles: a OGX, carro-chefe do grupo de empresas de Eike, vai ou não encontrar o petróleo prometido a seus acionistas? Esteves, com todas as credenciais para o posto de Midas do momento, não pode ajudar a responder.

Os episódios que sucederam a parceria mostram a real profundidade dos problemas. Três dias após o anúncio do acordo, as ações da petroleira de Eike caíram 15% com a divulgação de seus resultados de produção, apresentados à Agência Nacional de Petróleo. A produção do terceiro poço da OGX veio abaixo do previsto — pior, ao entrar em operação, diminuiu a vazão dos outros dois. A notícia reforçou a percepção de que Eike exagerou nas promessas do passado.

Em 2010, a OGX anunciou que produziria 20 000 barris de óleo ao dia em 2011 (com um só poço). Dois anos depois, a empresa não consegue extrair 12 000 barris diá­rios, e com três poços em operação. Diante disso, são compreensíveis as dúvidas quanto aos planos grandiosos para o futuro.

Enquanto a produção prevista pela empresa é de 730 000 barris ao dia em 2015, os especialistas de petróleo da corretora Planner preveem 140 000 barris, e só em 2016. O banco de investimentos Bank of America Merrill Lynch cortou seu preço-alvo para as ações da OGX para 1 real. No mesmo dia, as ações custavam 2,6 reais. Um ano atrás, valiam 16,7 reais.
“Meia Petrobras”

A supervalorização de ativos em sua fase inicial é uma característica congênita dos empreendimentos de Eike. A característica foi fundamental na sedução de investidores que injetaram 26 bilhões de dólares nas empresas do grupo desde 2005. Eike já declarou que faria “meia Petrobras” em dez anos.

Está longe disso, e olha que a Petrobras não foi um exemplo de sucesso de lá para cá. As minas vendidas por Eike à mineradora Anglo American por 5,5 bilhões de dólares em 2008 produzem muito menos minério do que o previsto na época da operação. A empresa já assumiu um prejuízo no balanço de 4 bilhões de dólares com a compra no balanço. E por aí vai.

Enquanto fala em organizar o Rock in Rio, operar um hotel de luxo na cidade, administrar a carreira de jogadores de futebol e arrendar o Maracanã, Eike tem empresas de capital aberto que faturam em milhões e acumulam dívidas de bilhões. A dívida das companhias abertas soma mais de 16 bilhões de reais.

Em caixa elas têm 8,3 bilhões (excluindo a holding, de capital fechado). Boa parte dessa dívida tem custo alto, além de ser de curto prazo. É fato que as empresas estão em estágio pré-operacional e algumas ainda em construção, como dois portos e um estaleiro. O problema é que o atraso de obras também afeta diretamente o resultado dos negócios. A geradora de energia MPX, por exemplo, tem receita garantida por contratos de fornecimento de energia por 15 e 20 anos.

Para isso, precisa construir as usinas e colocá-las em funcionamento na data certa. Caso contrário, terá de comprar energia de terceiros para entregar ao governo. Em 2012, a empresa perdeu 190 milhões de reais pelo atraso de duas­ térmicas. Neste ano, não fosse o perdão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), perderia mais 400 milhões nos primeiros cinco meses. Três usinas que deveriam entrar em operação em janeiro ainda estão em obras.

Como se sabe, em time que está perdendo, o estresse aumenta e as baixas também. Das seis empresas de capital aberto, apenas a MPX não trocou de presidente nos últimos 12 meses. Eike perdeu pelo menos 20 executivos-chave, que, antes, ele vendia como âncoras de credibilidade de seus projetos. A MMX perdeu dois presidentes.

Na diretoria financeira da holding EBX, que tem o papel de dar suporte às finanças do grupo, ninguém esquenta a cadeira. Em um ano e meio, três executivos passaram por lá. O alerta máximo foi dado pela passagem-relâmpago do empresário Eduardo Eugenio Gouvêa pela EBX. Contratado em 21 de janeiro deste ano, deixou o grupo no dia do anúncio do acordo com o BTG.

A esperança dos investidores é que a entrada de Esteves dê ao grupo de Eike certa estabilidade. O banqueiro vai participar de um comitê estratégico que se reunirá semanalmente para discutir os rumos das empresas de Eike. “O BTG Pactual não participará da gestão de nenhuma empresa do grupo EBX. Nosso papel será assessorar e atuar em conjunto com o controlador”, escreveu a EXAME a assessoria do BTG.

Procurado, Eike não quis conceder entrevista. A partir de agora, o BTG é uma das partes interessadas na recuperação do grupo EBX. O banco é o terceiro maior credor de Eike, com 1,8 bilhão de dólares. A remuneração pela consultoria financeira será atrelada à variação das ações das empresas do grupo. O banco também abriu uma linha de crédito de até 1 bilhão de dólares, preferencialmente para aportes em projetos específicos.

Cada caso será avaliado, sem obrigatoriedade do financiamento. Ou seja, não há compromissos com valores firmados. O BTG ainda pode investir capital próprio, em vez de emprestar, quando considerar que o projeto justifica o risco. Nesse ponto, a parceria pode criar problemas entre a EBX e seus demais credores.

“O BTG é o primeiro na fila do bufê. Pode escolher o que quer financiar, onde investir e o que descartar”, diz um investidor da EBX. Restam poucas dúvidas de que Esteves tem pouco a perder e muito a ganhar com o acordo celebrado em março. Na torcida, Eike Batista e os milhões de investidores que colocaram dinheiro nos seus projetos.

FONTE: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1037/noticias/o-problema-e-mais-embaixo?page=1

Só falta escrever "Eikelândia" no novo mapa de uso do solo de São João da Barra

Como sou geógrafo e tenho um doutorado em Planejamento Regional, eu me acostumei a visualizar mapas não como coisas neutras, mas como expressão direta dos interesses dos poderosos. Aliás, comecei a visualizar mapas desta forma desde que li ainda na graduação o livro de Yves Lacoste intitulado "A GEOGRAFIA ISSO SERVE, EM PRIMEIRO LUGAR, PARA FAZER A GUERRA.". Nesta obra, Lacoste fala de como existem "mapas" e "mapas", sendo que os mapas que interessam estão trancafiados, longe dos olhos da maioria do povo.

Agora,graças ao blog do Prof. Roberto Moraes (Aqui!) temos acesso ao mapa que sintetiza a proposta de modificação do Plano Diretor Municipal de São João da Barra. Como concordo com a análise feita pelo Prof. Roberto Moraes, vou me ater ao mapa em si que segue abaixo:



Para mim salta aos olhos o fato de que não apenas o novo mapa ratifica o hoje inverossímil Distrito Industrial de São João da Barra, mas como o expande de forma objetiva. Além disso, existem tantas áreas especiais que de exceção nos zoneamentos, elas se tornam quase regra. Além disso, é peculiar para mim que uma parte significativa do município de São João da Barra permaneça sem qualquer zoneamento. Sabe-se lá o que está se planejado para as áreas que aparentemente estão esquecidas na atual versão do mapa de uso. Será que depois dessa reforma, ainda teremos outras surpresas? Bom, pelo que está mostrado no atual mapa, pode-se logo mudar o nome do município para Eikelândia..... fácil, fácil!

Como o mentor nominado desse mapa é o ex-governador do Paraná Jaime Lerner, ainda que sob os auspícios do Grupo EBX, eu vejo aqui uma ponta de fina ironia. Como paranaense que sou, sei que Jaime Lerner hoje não teria como propor muitos mapas dessa natureza no nosso estado. Aliás, a maioria do povo paranaense tem péssima lembrança do último governo Lerner, tanto que hoje ele não concorre nem a síndico de prédio nas terras roxas paranaenses. Mas a ironia fica por conta do fato de que ao contrário de Lerner, tenho andado bastante pelas terras de São João da Barra, e sei que essas pseudo-audiências públicas nada terão de democráticas, e estão destinadas apenas a dar um verniz democrático a um mapa que sabe-se lá como o ex-governador do Paraná produziu. Isto é, se foi ele mesmo produziu ou está apenas assinando. 

Para quem quiser saber mais sobre mapas e a forma com que são fabricadas para servir sempre o interesse dos poderosos de plantão, eu sugiro a leitura do livro "How to lie with maps" de Mark Monmonier.



Presidente do Inea foi a Uenf para tomar medidas contra salinização do Açu

Por Esdras

Sintomaticamente, a presidente do Inea veio a Campos em um helicóptero do Polícia Militar


Remédio Salgado

A presidente do Inea Marilene Ramos esteve em Campos hoje e aterrissou o helicóptero no campus da Uenf, onde se reuniu com o professor Carlos Eduardo Rezende, chefe do Laboratório de Ciências Ambientais daquela universidade, responsável pelas pesquisas que mostraram a salinização do Açu provocada por obras do porto. Durante o encontro, ela solicitou que o dr. Carlos Rezende e a Dra. Maria da Glória Alves integrem o Comitê Assessor, que também contará com representantes da Asprim, para acompanhar as medidas que serão tomadas e relação à salinização. Uma das principais funções do Comitê será definir para o Estado quanto a OSX terá que pagar aos produtores rurais do Açu atingidos pela salinização causada por obras do canal do estaleiro do complexo portuário da EBX.


Xarope amargo

Marilene Ramos também manteve encontro com a equipe local do Inea, mas esse foi com cara de poucos amigos. Afinal, deve ser um xarope bastante amargo de engolir saber que seus subalternos funcionários do Inea da região são réus em ação de crime ambiental movida pelo Ministério Público Federal. Apesar da já famosa incompetência da equipe, o que mais deve incomodá-la é a estranha leniência como que as questões ambientais na região têm sido tratadas pelo órgão local. Uma atitude bastante contraditória e suspeita, principalmente por se tratar de quem deveria fiscalizar e proteger o meio ambiente.

Mas, se nas grandes questões ambientais o Inea local tem-se mostrado inerte, o mesmo não se pode dizer quando se trata de servir de instrumento de coação para que pequenos consumidores lacrem seus poços domésticos para aumentar o consumo e a conta da água fornecida pela concessionária Águas do Paraíba. Para esse tipo de serviço o órgão não mede esforços.


FONTE: http://fmanha.com.br/blogs/esdras/2013/03/15/presidente-do-inea-foi-a-uenf-para-tomar-medidas-contra-salinizacao-do-acu/

sábado, 14 de abril de 2012


El Efecto bota Lampião para enfrentar Eike Batista em nova música

Banda alternativa carioca prepara novo disco para junho


 



Publicado:13/04/12 - 15h08
Atualizado:13/04/12 - 17h26









RIO - A banda carioca El Efecto colocou Lampião para enfrentar Eike Batista no primeiro single de seu novo disco, com lançamento previsto para junho. Pouco conhecido fora do Rio de Janeiro, o grupo aposta na internet para alcançar novos fãs pelo país. O disco está em fase de mixagem e masterização e, enquanto isso, os músicos procuram parceria para distribuição e prensagem. Eles só gostariam de manter, mesmo com um disco físico a venda, as músicas disponíveis para download no site do grupo..

segunda-feira, 2 de abril de 2012


Porto de Açu e os equívocos da desapropriação de terras. Entrevista especial com Ana Maria Costa

“A instalação do Complexo Industrial Porto do Açu provocará impactos diretos em 32 municípios de Minas Gerais e Rio de Janeiro por serem cortados pelo mineroduto. Porém, seguramente os mais impactados serão Campos dos Goytacazes e São João da Barra”, informa a assistente social.

Confira a entrevista.
 

Para que o Complexo Industrial do Porto de Açu seja construído, a estimativa é de que 1.500 famílias tenham suas terras desapropriadas. De acordo com a assistente social e professora da Universidade Federal Fluminense –UFF, Ana Maria Costa, o acordo de reassentamento firmado entre as famílias que vivem no V Distrito de São João da Barra, a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro – Codin e a LLX, empresa responsável pelo empreendimento, não está sendo cumprido e as famílias que já foram reassentadas não podem utilizar as novas terras. “Até agora foram construídas somente 34 casas, com uma área pequena no entorno, de apenas dois hectares. (...) Os reassentados foram orientados a não iniciar a produção, em especial a de culturas permanentes como árvores frutíferas, em função da empresa ainda não ter a propriedade dessa área”. Segundo a pesquisadora, as terras em que as famílias estão reassentadas pertencem “ao grupo OTHON/Usina Barcelos e se encontram em litígio, pois existem dívidas trabalhistas com seus empregados”. Isso significa, explica, que caso "todas as famílias aceitem ser transferidas, primeiramente não haveria casas e terras para todas; e, em segundo lugar, elas poderiam ser novamente expulsas a qualquer momento”.